domingo, 18 de março de 2007

Volúpia - Parte I

O dicionário define volúpia como qualquer sensação muito prazerosa; um deleite ou uma delícia. E não há palavra melhor pra expressar o que senti naquela tarde de outono, na casa de minha amiga Paola. Confidente de segredos íntimos, Paola e eu havíamos criado um elo de cumplicidade que nos fez estreitar ainda mais amizade que já brotara tempos atrás. Partilhávamos de desejos secretos, similares ou não, e gostávamos disso; fazia-nos mais amigos, mais próximos. O que eu não poderia imaginar é que naquela tarde de outono, minha amiga me presentearia com algo que nem mesmo ela poderia imaginar ser tão prazeroso.
Havíamos combinado de nos encontrar em determinado dia em que seu marido houvesse viajado, para que ela pudesse me dar uma ou algumas de suas lingeries, que eu colecionava. Estava ansioso pra que esse dia chegasse, pois seria nossa primeira "estripulia" juntos. Recebi sua ligação no final da manhã dizendo que ele havia viajado a negócios e que eu poderia ir lá pra vermos as peças. Fiquei super excitado com a idéia, como já disse antes. Aprontei-me e fui. Mas qual não foi minha surpresa ao chegar lá e me deparar com uma outra pessoa, que há muito povoava meu imaginário e meus devaneios eróticos. Marianne era nossa amiga em comum. Freqüentávamos os mesmo lugares e tínhamos uma convivência muito legal. Ela era o tipo de mulher que tinha um "conjunto" interessante composto por quadris largos, pernas ligeiramente roliças, olhos pretos amendoados, lábios carnudos e vermelhos. Tinha um sorriso fácil que conquistava a todos e uma simpatia grande o suficiente pra enganar os desavisados de plantão, de que ela tinha "dono" - seu marido. Mas isso não impedia de exalar aquela sensualidade latente e que se extravazava através de sua cor morena, firme e marcante, o que a fazia uma mulher muito desejada. Seu jeito tímido de menina-moça me trazia à mente pensamentos de corar qualquer padre em um confessionário. Ela era o objeto de meus desejos há muito, contudo, longe de poder ser realizado, pois era casada e se sentia bem assim. Não sabia muito de seus gostos, muito menos de suas fantasias e não via espaço pra me aproximar e saber. Talvez, se perdesse o medo, haveria uma possibilidade, mas me mantive retraído, curtindo apenas os sonhos em que ela era a musa de minhas peripécias eróticas. No máximo, havia ousado pedir a minha amiga Paola que conseguisse uma lingerie de Marianne pra que eu me aproximasse mais de meu desejo, através de um fetiche. Bem, ela havia feito algo mais.

(continua amanhã)

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