domingo, 18 de março de 2007

O presente de Lívia

O aniversário de Lívia era sempre uma data especial. Eu sempre buscava surpreender ora com um presente, ora com um jantar ou algo que pudesse marcar as datas a cada ano.
Neste ano não poderia deixar de ser assim. Mas o que fazer? O tempo estava passando e não havia idéia alguma sobre uma nova surpresa de aniversário. Tudo estava ficando muito comum, precisava ir além, e me coloquei a pensar sobre quais desejos ela havia expressado ultimamente. Foi então que brilhou uma luz bem em cima da minha cabeça. Como não havia pensado nisso antes?
Há tempos vínhamos conversando a respeito de algumas fantasias. Entre muitas falamos de swing, de ménage (masculino e feminino) e tantas outras. Como não havíamos realizado todas, pensei que poderia adaptar algumas e dar a ela algo inusitado.
Na semana que antecedeu ao seu “níver” disse a ela que poderíamos comemorar somente nós dois em um lugar bem tranqüilo, numa comemoração íntima. Ela mais que depressa aceitou, dizendo que estava querendo algo mais privado mesmo. Era tudo que eu precisava ouvir.
O aniversário dela nesse ano seria numa sexta-feira o que me permitia sair da cidade pra algum lugar “tranqüilo”. Fomos então pra uma pousada próxima da capital, onde já havíamos passeado antes. Foram bons momentos que já no carro começaram a ser relembrados. Eu havia tomado o cuidado de reservar o mesmo quiosque da outra vez e montar uma decoração propícia pra quando chegássemos. A surpresa já havia começado.
Chegamos e fomos direto pro bangalô reservado e ao entrar ela deu um grito de surpresa. Havia um tapete no chão, felpudo e macio. Logo ao lado uma mesa com duas taças de cristal e um champanhe dentro de uma vasilha de gelo, tudo isso iluminado por pequenas velas que foram graciosamente distribuídas por todo o quarto.
Era inicio de noite e o efeito havia ficado fantástico. Mas o melhor ainda estava por vir.
Colocamos a bagagem de lado e nos desprendemos de tudo por um longo tempo de um beijo enternecido que entrementes se tornou quente e lascivo.
Nos livramos de nossas roupas e deixamo-nos cair sobre o tapete que nos envolveu carinhosamente no abraço daquela felpa. Por um instante esqueci-me do que ainda precisava colocar em prática e deixei a lascívia e o desejo tomarem conta de mim, levando meu sexo a responder com rapidez incontinente.
Lívia estava se deliciando com as sensações que o tapete lhe proporcionava enquanto minhas mãos a tocavam sem um pudor sequer, fazendo com que ela gemesse a cada beijo, a cada toque. Sua mão buscava meu sexo a fim de levá-lo a boca e suga-lo com a maestria de sempre.
Nesse momento eu disse a ela que ira fazer algo diferente. Seus sentidos aguçaram e seus olhos brilharam na iminência de um prazer maior, de uma novidade interessante.
Tomei então uma venda previamente preparada e tapei-lhe os olhos, não sem antes dizer a ela que não poderia tirar aquela venda até que eu desse a permissão. A idéia de estar a minha mercê em todo tempo a fez delirar de desejo e a concordância veio imediatamente.
Conduzi-a para a cama e deitei-a de frente para cima e dei a segunda ordem: “Não se mexa, somente sinta”. Um sussurro desesperado de angustia pelo prazer saiu entrecortado de sua boca.
Foi quando abri a porta lentamente para que ela não escutasse e deixei entrar três rapazes que eu havia previamente “contratado” para que pudessem dar a ela a sensação de ter quatro homens pra lhe proporcionar prazer e estimulo.
Eram todos os três belíssimos rapazes, com o corpo trabalhado sem, contudo apresentarem a aparência de “trogloditas insensíveis”. O primeiro era moreno, cabelos pretos, lisos, e tinha os lábios carnudos e vermelhos, delineados de forma que pareciam desenhados a mão por uma hábil artista. Suas mãos não eram grandes e firmes (como pude perceber mais tarde), porem lisas e macias.
O segundo, era loiro, de olhos azuis. As mulheres o chamariam de “Deus Grego”, pois o corpo trabalhado e liso, tinha como base coxas torneadas, musculosas e que culminavam em um bumbum redondo, rijo e empinado. O terceiro era negro, com traços fortes, mas de uma gentileza impressionante. Seu sexo fazia jus à fantasia de muitos, não só pelo tamanho, mas pela espessura que impressionou até a mim mesmo. Foi ele quem começou a tocá-la suavemente pelos pés. Lívia ao perceber o toque diferente, instintivamente recolheu as pernas numa fração de segundos. Coloquei-me ao seu lado e sussurrei aos seus ouvidos que não se preocupasse, somente relaxasse e sentisse. Ela percebeu o que eu havia feito e se entregou num sorriso travesso, moleque aos toques do Fábio, o negro gentil, que não se furtou, com minha anuência em subir suas mãos docemente pelas suas pernas e coxas encostando por vezes no sexo de Lívia que entumescia a cada toque. Até então ela pensava tratar-se apenas de um simples ménage masculino, uma de suas fantasias mais almejadas. Mas quando os lábios torneados de Pablo tocaram seu seio esquerdo, Lívia percebeu que nada mais poderia esperar senão uma explosão de gozo como jamais sentira. Seguindo a ação de Pablo, Miro postou-se do lado direito e sugou-lhe a mama deste lado fazendo com que um urro de prazer partisse de sua garganta, numa agonia alucinante e insandecida.
Eu já me encontrava louco ao ver minha linda namorada tomada por três homens viris que se excitavam ao fazer seu papel naquela fantasia e davam a ela um prazer que eu próprio sonhara em conseguir dar e por que não também sentir. Mas aquele era o momento dela e meu sexo rijo e latejante não queria outra coisa senão sentir a umidade de sua boca. Saltei numa ação malabarista e pus-me sobre sua cabeça a fim de facilitar a ação sem atrapalhar os mamilos agora sugados com energia e mordiscados por Pablo e Miro.
Nunca meu pau foi tão bem vindo naquela boca ardente , que o sugou como se conhecesse o sabor único que provinha de mim. Num intervalo e outro pedia mais, cada vez mais. As mãos de Fábio já não faziam mais a tarefa de estimular os membros inferiores de Lívia mas roçava seu sexo grosso e duro por entre suas pernas que o agarravam como podia com fins de não deixa-lo deslizar mas sim conduzi-lo pra mais perto de sua úmida xana.
Carícias por todo o corpo essa era a palavra de ordem e nos quatro a massageávamos e nos deliciávamos com aquele corpo a nossa disposição, retorcendo sem saber o que fazer, para onde ir, pois em cada movimento um toque atrevido surgia, uma boca indescente dava sinais de presença. E foi assim que todos a beijaram começando por Fábio. Sua cabeça foi segura pelas tênues mãos de Lívia enquanto sua língua saltava da boca buscando loucamente os lábios carnudos daquele homem. Não foi diferente com Miro, Pablo e eu que numa resposta alucinada a beijamos por todos os orifícios possíveis e inimagináveis. Orelhas, boca, narinas entre outros, sem restrições ou pudores foram preenchidos ao mesmo tempo por todos nós.
Não havia distinção, todos os cinco envolvidos numa excitação incontida que culminou com um grito de êxtase de Lívia: “ME PENETREM”. Essa suplica, dita assim no plural não permita sombra de dúvida. De chofre, tomamos Lívia nos braços e a colocamos sobre o membro rígido e latejante de Fábio que deitou-se de barriga para cima deixando um estandarte exposto para ser tomado por Lívia que ao sentir dentro de si aquela forma cilíndrica, rija e espessa soltou um urro de prazer, me meio ao arfar desordenado, que acompanhava seus movimentos desenfreados com o quadril. Agarrada por três outros homens que a acariciavam e beijavam compulsivamente, Lívia chegou ao seu primeiro orgasmo por penetração, naquela noite.
Como se não bastasse, ainda sentido o gozo percorrer seu corpo delicado, como pulsos elétricos numa corrente continua de prazer, ela sente saltar sobre si um corpanzil que deita-se sobre ela, deixando seu peso suavemente envolve-la, enquanto seu sexo loiro, de proporções não muito diferentes das que há pouco havia sentido dentro de si, preenchia sua umidade latejante. Não ânsia de viver aquele momento maravilhoso, Lívia se agarra aos cabelos de Pablo e implora pela profundidade na penetração, no que é prontamente atendida , gozando assim pela segunda vez.
Mas esse momento não seria completo se sua tara favorita não fosse saciada.
Miro e eu a viramos de bruços, e entre beijos e caricias comportadas, demos-lhe um tempo pra se recuperar.
Mas virar-se de bruços não dava outra indicação à Lívia senão a de atingir o êxtase supremo por dois homens ao mesmo tempo. E assim, numa sincronia malabarista que pudemos, Miro e eu penetra-la duplamente. Fiquei com a bundinha por ser meu prazer maior e adorar sentir-me dentro daquela perfeição de traseiro. Já Miro penetrava pela terceira vez a bucetinha quente e úmida que não cessava de latejar ansiando por movimentos rápidos e profundos.
Numa sincronia perfeita os três ampliamos a mobilidade de nossos corpos para que gozássemos e fizemos minha lindinha sentir o ápice do sexo em dois sentidos distintos ao mesmo tempo.
Jogando-nos cada qual ao seu canto. Busquei forças pra ir ao abraço de minha princesa, enquanto os rapazes rapidamente se vestiam e saiam sem serem vistos por ela, como havíamos combinado.
Nossos corpos suados, cansados e ainda latejando prazer pediam um descanso, um momento de sentir e tão somente sentir.
Levantei-me fui até a mesa e abri o champanha, com duas taças cheias, voltei e fiquei ali olhando aquele corpo molhado de suor, em meio a lençóis remexidos, mas que irradiavam um brilho pelo sorriso de prazer e amor vindo de minha lindinha. Tirei-lhe a venda, que quase por si só saia. Deixe-lhe a taça de champanha e disse: “Feliz Aniversário pra você!”

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