Nada poderia superar, naquele momento o desejo de ter Bianca comigo. A razão? Muito simples, ela havia se tornado a mulher mais encantadora que já havia povoado meus sonhos.Bianca era uma pessoa que a primeira vista já impressionava., não só pela sua beleza física, mas pelo seu porte, sua postura. Era casada e mantinha um comportamento invejável, tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Mas nem por isso passaria incólume aos olhos de quem apreciava admirar as coisas belas da vida.
A primeira vez que a vi, deixei passar alguns minutos até recobrar os sentidos de onde estava – no meu trabalho. Foi um êxtase aos meus olhos, contemplar aquela mulher de um metro e setenta, loira, cabelos longos indo ate a metade das costas, com um sorriso enigmático que atraia e encantava. Dona de uma fluência impar logo, logo encantava a quem com ela estivesse.
Sua atenção se voltou pra mim no dia em que mudei de sessão, vindo trabalhar ao lado de sua sala. Assim, sob uma mesma direção estávamos agora mais perto e portando estabelecendo contato constante. Não é necessário falar sobre seu profissionalismo que ocupava todo o tempo disponível pra uma conversa por mais amena que fosse. De qualquer forma, também não me sobrava tempo pra fazer qualquer avanço que fosse à nossa amizade, alem do que já tinha feito.
Mas o destino (se é que ele existe) é perfeito nessas idas e vindas. Exatamente por trabalhar demais que começamos a falar sobre assuntos como cansaço, estresse, dores. Foi nesse momento que Bianca descobriu que eu havia trabalhado com massagens alguns anos de minha vida. Dei uma pequena demonstração a ela que ficou bastante “sensível” ao meu toque.
Os dias se passaram e fomos nos aproximando, deixando a amizade e a cumplicidade crescerem juntas.
Em um desses dias que tudo dá errado, tínhamos de apresentar uma planilha de resultados que não conseguia sair da tela do computador. Durante um dia inteiro ficamos ali quebrando a cabeça, buscando soluções mas nada acontecia. Não deu outra, tivemos de ficar mais um pouco depois do horário, afinal tínhamos prazo até a manha seguinte.
Trabalhamos duro por horas a fio, ate finalmente chegarmos a um denominador comum que gerou um alivio seguido de um abraço de comemoração, muito carinhoso e cúmplice pela vitória alcançada. Foi então que nossos corpos reclamaram à exaustão a que os havíamos expostos. Ela se queixou de dores nos ombros e disse:
_ Nossa não agüento mais de dor. Você bem que podia fazer alguma coisa com essa mão mágica que você tem.
- Posso sim, respondi. Mas você terá tempo? Não quer ir logo embora?
- Se for pra ganhar uma massagem sua vale a pena- Respondeu ela com um sorriso maroto nos lábios vermelhos deixando o pescoço à mostra.
Não tive como deixar de sentir uma malícia naquele gesto e me propus a realizar tal desejo.
Estávamos sós, com um andar inteiro somente pra nós, podíamos ficar a vontade para relaxar e descansar.
Propus a ela que fossemos pra sala ao lado que tinha um sofá que facilitaria muito a massagem, alem de nos tirar daquele ambiente estressante de um dia inteiro. Ela concordando, prontamente se levantou e dirigiu-se a sala que eu havia falado. Fiquei ali observando aquela mulher magnífica, que mexia os quadris torneados pelo jeans azul, contrastando com blusa vermelha e sapatos vermelhos. Os cabelos soltos, loiros balançavam na cadencia de seu andar. Fiquei ali absorto diante daquela visão, que mesmo num curto espaço de tempo, preenchia meu imaginário.
- Você não vem? Ta olhando o que menino? – Ela me indagou sorrindo.
Saindo do meu devaneio, tranquei a sala de trabalho e fui ter com ela.
- Por onde começamos? – perguntou
- Podemos começar pelas costas. Deixe-me ver onde esta tenso.
Deslizei minhas mãos sobre seu umbro desnudo, aproveitando a cavidade da gola, sentindo a textura de sua pele lisa, macia e perfumada.
Ela estava imóvel, somente percebia sua respiração forte para os padrões normais que eu conhecia dela.
A blusa começara a incomodar pela limitação de meus movimentos. Assim quando ia propor algo, ela me interrompeu as mãos e disse:
- Espera um pouco que vou tirar essa blusa. Você não se incomoda né?
- De maneira alguma, estava atrapalhando mesmo. – Respondi.
Eu a auxiliei então nos momentos derradeiros do livramento daquela peça agora indesejável que me mostrou um par de seios que transcendiam a minha imaginação.
O sutiã de rendas elaboradas e fartas servia de invólucro e adorno aos seios que denotavam uma leve excitação no momento.
Desconsiderei esse fato e logo me pus a conduzi-la para a posição inicial, desabotoando cuidadosamente e deixando a mostra o dorso nu, que percorri com avidez ate a cintura, dando sentido a cada sinuosidade de seu corpo exposto a mim naquele sofá.
Bianca, alterando seu comportamento inicial fez menção do calor de minhas mãos e da sensação agradável que eles proporcionavam a ela. E respondia a cada gesto meu com uma expressão por meu de suspiros e sons ininteligíveis mas assumidamente sensuais.
É desnecessário dizer de minha situação naquele momento. Entre o deleite de ter minha musa à minha mercê e conter-me por não saber os limites de minhas ações, sem comprometimento das relações até então estabelecidas.
Não tardaria pra saber que esses limites estavam por ser ampliados em muito. Esqueci-me de que junto com a amizade crescia a cumplicidade e a confiança de ambos um para com o outro.
Sem que eu me apercebesse, Bianca virou-se e disse-me
- Acho que não vou agüentar mais nem um minuto desses toques. Estão me deixando louca e não sei onde isso vai parar.
- Acho que sabe sim – Respondi com um sorriso maroto.
Ela lançou um olhar pretensamente discreto na direção minha cintura, não precisando de muita atenção pra perceber o volume que ali se formara e que agora começava a latejar na busca de saltar fora de seus “limites’”.
No afã de livrar-se do calor de minhas mãos, Bianca não se preocupou em recolocar seu sutiã, me dando a visão que culminaria com o dito latejamento de meu sexo.
O mesmo sorriso maroto que foi dado, quando da proposta, surge agora mais intenso e sedutor, me dando a liberdade que precisava pra tocar aqueles seios fartos, pontilhado por pequenas sardas, milimetricamente distribuídas pela pele branca, fazendo moldura para dois mamilos rosados, pontiagudos e rijos.
Não pude conter meus desejos mais secretos, sem saber se outra oportunidade como essa surgiria e lancei-me cuidadosamente sobre eles acariciando levemente aquelas aureolas e envolvendo-as com o toque dos meus lábios.
Bianca não recusou meu carinho, recostou-se no sofá e deixou-se levar pelos beijos lascivos e sensuais que agora eram minha massagem. Suas mãos contudo buscavam tocar meu sexo e se encherem com o volume que mais intenso ainda se mostrava.
Passado o frenesi de nossa sandice nos olhamos terna e docemente, sabedores de que aquele momento - único em nossas vidas – seria marcante e daria inicio a uma nova etapa de cumplicidade. E assim nos entregamos num longo e ardente beijo.

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