quinta-feira, 15 de março de 2007

Vânia

Vânia tinha 23 anos, mas aparentava ser bem mais nova. Talvez seu jeito de menina-moça fosse por causa de seu corpo delgado, que pesava apenas 52 quilos, distribuídos delicada e acertadamente em 1,67m de altura. Sua pele morena encantava a todos, muito mais aos homens, no verão, quando marcas de um biquíni minúsculo podiam ser imaginadas nos dias de sol. O corpo trabalhado era resultado de suas visitas diárias à academia perto de sua casa. As pernas bem delineadas e o bumbum redondo, empinado e duro. Inveja de 10 entre 10 mulheres.
Apesar de ser bastante discreta, Vânia tinha um toque que a tornava especial para os que tiveram o prazer de conhecê-la mais intimamente. Sua paixão pelo sexo era algo que fugia à compreensão. Para ela não havia hora ou lugar. Seus poros exalavam sensualidade em todos os momentos. E era assim que ela desfrutava do presente que a natureza havia lhe dado e ela tão bem sabia cuidar - seu corpo.
Todos os tipos de sexo eram bem-vindos pra ela, que no auge de seus 23 aninhos já havia experimentado muita coisa. Mesmo assim, algumas surpresas ainda estavam por vir.
Como estudante de direito, ela precisava estar pelo menos duas vezes por semana no escritório de seu pai, para fazer um estágio “voluntário” como havia combinado com ele. O escritório ficava num prédio imponente no centro comercial de São Paulo, no último andar. E lá foi ela naquele dia ensolarado, quando preferia estar usando um de seus biquínis minúsculos no clube, enlouquecendo os homens que por lá deviam estar. Em forma de protesto saiu vestindo somente um tailleur azul, sem nada por baixo, nem sutiã, muito menos calcinha.
Cobiçada por todos, não se incomodava mais com os olhares cobiçosos dos homens que a viam na rua, muito menos com as obscenidades que ouvia, se bem que estas últimas tinham uma apelo especial aos seus ouvidos. Nada deixava Vânia mais excitada que ouvir insultos e palavras chulas antes e durante as transas. Isso a levava à loucura, a um frenesi que era difícil de explicar.
Quando entrou no elevador, foi recebida com sorrisos pelo ascensorista, sr. Antônio, que, como era de praxe, a olhou com olhares lascivos dos pés à cabeça, não necessariamente nesta mesma ordem.
Sr. Antônio era aquele homem que todos chamariam de boa praça. Gentil com todos, sempre tinha um elogio, um agrado pra dizer a todos que entravam em seu elevador. Talvez a experiência de seus 50 anos, completados naquele dia, o tinham feito um bom relações públicas, mesmo sem freqüentar uma universidade. De qualquer forma, tinha uma atração especial por Vânia, sua preferida, que já havia chegado a ganhar bombons e balinhas vez ou outra.
Naquela manhã sr. Antônio estava com um sorriso mais largo que outros dias e um tom de voz mais alegre também.
Vânia não se conteve e indagou:
- Porque tanta felicidade assim “seu Antônio”?
- Ah, D. Vânia, hoje estou completando 50 anos.
Vânia, num impulso de gentileza e alegria, deita-se sobre o ascensorista para felicitar-lhe. Felicidade maior foi a de sr. Antônio, que pôde perceber um par de seios firmes naquele decote agora nada discreto.
Ao recompor-se, Vânia percebeu que os olhos dele não conseguiam se desviar de seu par de seios. Talvez a facilidade de um dia tranqüilo, com o elevador vazio, permitiu que isso ocorresse. Mas mesmo assim, dessa vez ela sentiu algo diferente do que sentia ao ser observada por outros homens. Não conseguia saber ao certo do que se tratava, mas foi tamanho o desconserto que deixou sua pasta cair. Ao abaixar-se para pegar, foi acompanhada pelos olhos cheios de desejo do sr. Antônio. E qual não foi sua surpresa ao ouvir um som grosseiramente delicioso aos seus ouvidos:
- Sua xana é uma delícia D. Vânia!
Vânia deu um salto pra trás, sem saber como reagir, pois havia esquecido que estava sem calcinha. A mera menção desse nome, naquele momento a fez tremer de desejo, sem saber mesmo que explicação dar pra esse fato.
Ali estavam, num elevador que subia até o 25º andar, vazio, somente ela e um homem 27 anos mais velho, mas que não se sabe por que lhe havia despertado um desejo intenso.
Recompondo-se, respondeu:
- Nossa, seu Antônio, assim o senhor me deixa sem graça...
- Desculpe, mas não tem como olhar uma mocinha assim e não ficar com o “troço” duro de tesão - disse o sr. Antônio, com a boca seca de nervoso diante de sua ousadia.
- “Troço”, que “troço”? - indagou Vânia rindo da falta de sua falta de graça.
- A senhora sabe, né? Sempre quis dizer isso pra senhora.
- Dizer o que? - perguntou Vânia, já imaginando as possibilidade desse encontro inusitado.
- Que a senhora é gostosa, uai. Uma bundinha que dá vontade de morder aqui mesmo.
A safadeza latente naquele homem fez Vânia sentir a umidade em seus pelos.
Impulsiva como sempre, Vânia vai até o painel e aperta o botão de emergência e diz:
- O Senhor quer um presente diferente hoje? E já foi tirando a saia, que facilmente saiu de seu corpo, expondo suas curvas mais desejadas e aquela bundinha redonda que agora, mais do que nunca, se empinava diante dos olhos incrédulos de seu Antônio.
Sem pensar, ele abre a sua calça, que cai até o joelho e cravando as mãos em seus seios duros, penetra o membro duro, grosso e quente em Vânia, que geme ao sentir aquele homem rude, mas que tinha uma ereção como ela ainda não havia experimentado. E sua pegada dava a ela uma sensação de impotência que mesmo se quisesse desvencilhar daquele tarado não poderia. Como se não bastasse, seu Antônio agora podia ficar à vontade pra dizer tudo que sempre quis e não pôde:
- Sua cadela gostosa, sempre quis meter nessa bundinha, cravar meu caralho dentro dela até entrar tudo.
Vânia estremecia de prazer em cada palavra dita e só sabia mexer o quadril pra frente e pra trás, com as mãos na parede do elevador, sentindo aquela fúria vinda de seu Antônio.
- Quero chupar você todinha e te fazer minha putinha. Quero gozar na sua boca, D. Vânia, ser seu macho e fazer de você minha vadia.
O frenesi de uma penetração tão firme e intensa aliada às palavras insanas levaram Vânia a sentir que a hora do gozo se aproximava. Já não tinham mais palavras, somente gemidos de ambas as partes, cada vez mais fortes e angustiados pelo desejo sem controle.
Nada mais havia de controle em ambos, somente restavam forças para pedir que a seu Antônio:
- Mete mais, mete mais, sou sua puta, enfia tudo em mim...
Atendendo, seu Antônio deu-lhe a estocada final que fez jorrar o gozo de ambos juntos como numa cumplicidade que fez minutos se tornarem eternidade.
Ainda estavam a resfolegar e recobrar as força e a sanidade, quando o interfone toca. A manutenção queria saber o que havia acontecido. Se deram conta, então, da loucura que haviam feito. As câmeras internas podiam ter registrado tudo, cada detalhe. Não havia como explicar nada, nem um dos dois tinham como dizer sobre o que poderia estar agora gravado.
- Oi, tira a gente daqui - sr. Antonio atendeu ao interfone sem dar tempo pra cobranças.
- O Antônio, que houve aí? Travou o elevador? – perguntou o Celsinho da manutenção.
- Pois é, travou, tô com gente aqui dentro, tira a gente daqui logo - pediu novamente seu Antônio com voz trêmula.
- Já vamo, já vamo, vai dá trabalho porque vamos fazer tudo no manual. Esse elevador tá complicado, nada funciona, nem as câmeras, credo! - Informa Celsinho, pra alívio de Vânia e sr. Antônio.
- A gente espera - respondeu ele, olhando Vânia, que já tirava a parte de cima e com um gesto sugestivo, chamava Antônio pra deliciar-se com seu presente de aniversário mais saboroso.

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